Possibilidades... O que é a vida a não ser um amontoado de possibilidades. A escola que vamos estudar, a roupa que vamos vestir, a comida que vamos fazer, qual curso ingressar, qual festa ir, qual ônibus entrar, que vestido usar, o perfume, o penteado, a resposta pra dar, que hora se calar, se deve sair ou ficar, levantar ou deitar, enfrentar ou recuar, sonhar ou acordar, usar, guardar, rasgar, deixar ir, implorar pra ficar, escolher o caminho, a estrada ou o atalho. Escolher, escolher, escolher... Todo dia nos deparamos com um mundo de possibilidades. Cabe a cada um discernir o que é melhor para sua vida. Eis o problema: nem tudo que parece certo é. E nem tudo que parece errado é mesmo errado. Então o que devemos fazer? Sempre escutei que o sensato (irônico isso?!) é seguir nosso coração. O arrependimento não é menor caso tudo dê errado, mas pelo menos tomamos a decisão que na hora nos parecia acertada. Isso, no mínimo, conforta. Não tira o peso do erro, mas o deixa mais leve.
Quando pensamos por esse lado, levando em consideração as conseqüências das nossas escolhas, tudo fica tão mais sério. Parece que cada “sim” será decisivo. E de fato é, mas viver a vida com um tom de irresponsabilidade parece bem mais divertido...Sem dúvida! Dormir sem ter hora para acordar, viajar sem destino, nada de prazos, sem encontros marcados, sorrisos forçados, “bom dia” por educação e salto alto. Eita vida boa!!! Sonho de muitos. Realidade para pouquíssimos.
E no meio desses encontros e desencontros da vida, no meio do corre-corre cotidiano, das indas e vindas,das possibilidades que a vida nos apresenta, dos cruzamentos de olhares, muitos dos quais despretensiosos, encontramos alguém. E esse alguém faz tudo mudar. E ai você se pega fazendo planos, absurdos e utópicos. E ai você tem diversas possibilidades, mas só quer ter uma. Uma basta. Ai você sente-se perdida e pensa que a vida é mesmo uma montanha russa, com direito a vertigens e frio na barriga. E que coisas imprescindíveis de repente perderam a graça, o valor. Por que você só quer seguir um caminho, mesmo que os amigos critiquem, que as outras opções pareçam ser melhores, que os defeitos apareçam e as brigas também, mesmo que as diferenças sejam latentes.
E de noite, em frente ao espelho, você se pergunta se vale a pena lutar? E por mais que sua cabeça repita o alarme de perigo, você não consegue desligar o telefone, nem tão pouco deixar de retribuir um oi. E a ansiedade só aumenta no mesmo compasso da vontade de está perto, da necessidade da presença, do ombro, da palavra e do olho no olho. Mas você não tem o direito de exigir, nem de cobrar. Por que você sempre esteve ciente das regras desse jogo. Talvez falar signifique perder o que já se tem. E talvez o que se tem já não baste. Suas possibilidades vão se esvaindo, restando somente duas é você não sabe qual caminho seguir.
Repito o que afirmei no começo desse modesto texto: “O que é a vida a não ser um amontoado de possibilidades”. Tudo que hoje somos, temos e que nos cerca é resultado das escolhas das possibilidades que tivemos. O peso que nos recai essa afirmativa torna as coisas bem mais difíceis. Então o que fazer? Resposta simples...Amar! Olhar a coisas com amor. O carro é bonito, a roupa chique, o físico atraente e forte, mas ao mesmo tempo é frio, insensível, enferruja, acaba... não é real, não representam emoção. As possibilidades vêm e vão, as pessoas também, as modas mais ainda, os prédios são consumidos pelo tempo, as jóias se perdem, virão motivos de brigas de heranças e só, único e somente o que fica é o amor.
domingo, 13 de julho de 2008
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